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quarta-feira, 6 de abril de 2016
segunda-feira, 13 de abril de 2015
Vamos aprender mais sobre Umbanda!
Mais Um Vídeo explicativo do nosso amigo Adérito Simões do Templo Sete Montanhas do Brasil! Parabéns Ótimo vídeo.
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Finados na Umbanda
Um tema talvez um pouco polemico ou não, algumas casas se restringem aos trabalhos da Umbanda neste dia outras trabalham normalmente e algumas apenas com descarrego achei este vídeo interessante para abrir uma discussão e reflexão sobre o caso, postem as suas experiencias para que possamos aprender cada dia mais.
DIA DE FINADOS NA UMBANDA
Neste mês de novembro, no dia 02,temos por tradição o dia de finados.
Para nós, umbandistas, esta data tem grande importância por tratar-se do dia em que louvamos a força e o poder do Divino Orixá Pai Omulu, o Senhor da Morte e das Transições no Universo Divino.
De uma forma geral, na sua doutrina, a umbanda se apega intensamente na Vida, ou seja,em como devemos nos comportar enquanto encarnados para então, quando chegar a hora do desencarne, podermos garantir um lugar bom nas esferas espirituais.
Hoje, quero comentar sobre a visão da morte e a importância da mesma, sendo que cultuamos uma Divindade regente desse sentido da vida.
Para a Umbanda a morte do corpo físico não é o fim da vida. Entende-se apenas como o fim de um ciclo, ou seja, da passagem encarnatória. Após o ato da morte física do ser encarnado, este será encaminhado para uma esfera espiritual condizente com seus atos e vibração emocional acumuladas durante a passagem no corpo físico.
Aqui no plano físico ,estamos numa esfera neutra ou mista,onde tudo se encontra,sem distinção.
Já no plano astral,os seres vivem em realidades dimensionais pertinentes às suas condições emocionais e vibracionais.
Logo,se o ser vibrar ódio,um lugar com seres odiosos será sua morada.Se vibrar o amor,sua morada será um lugar agradável.Nós somos aquilo que criamos ao nosso redor e a realidade que desenvolvemos é a que levamos além do pós morte.
Então,nada se acabará com o fim da vida física,quando o corpo perece este é o fim de uma etapa e o início de outra.Morremos para o mundo físico e renascemos para o mundo espiritual.Assim ,o contrário acontece quando reencarnamos:”morremos”para a vida no plano etérico e nascemos para o plano físico.
Nós umbandistas,devemos nos preocupar com o que criamos na nossa vida,pois já podemos desconfiar do resultado no desencarne.A Umbanda não crê em ressureição,como não crê em um Salvador ou Messias resgatador de seu rebanho,uma vez que ela prega a transcendência que cada ser deve alcançar.Ninguém fará nada por ninguém,cada qual com seu quinhão.No entanto,a crença no reencarne é a explicação do resgate dos débitos e aprendizado constante do ser.
No dia de finados,é fundamental que o umbandista,ao realizar o culto ao Divino Orixá Pai Omulu,vibre seus pensamentos nos antepassados,seus parentes desencarnados,solicitando ao Pai Omulu que ilumine a todos ,pois se algum antepassado estiver precisando de ajuda por estar perdido nas suas questões emocionais e ainda não ter alcançado a luz,pode ser oportuno de acontecer este resgate,e,aquele que já esteja em situações privilegiadas,então se sentirá gratificado pelas vibrações,além de ser o momento de demonstrar gratidão aos antepassados que promoveram a sua passagem presente.
O culto ao Orixá Omulu é o momento de exaltação da Divindade e o que mesmo representa, pois como entendemos que ele é a Divindade do “fim”, logo ele não está presente apenas na tão temida morte física, gerando uma imagem temerosa em relação a esse Orixá. Sua vibração se faz presente centenas de vezes durante nossa Vida, por exemplo, o fim um relacionamento amoroso é o rompimento de cordões emocionais e o fim de um ciclo de convivência entre duas pessoas. Neste momento de finalização lá está presente a vibração desse Orixá para encaminhar os envolvidos em seus caminhos individuais, também posso citar a mudança de emprego, de moradia, fim de amizade, etc...
Sempre em situações, principalmente de rompimentos ou encerramentos de ciclos,é esta a vibração divina que se faz presente na Vida dos envolvidos. Mesmo ficando a cargo de cada um a colheita necessária após o desencarne, a Umbanda tem na Cerimônia Fúnebre a preocupação de garantir que o espírito desencarnado fique a cargo da Lei Divina e não tenha problemas maiores com ataques de espíritos negativos
Fonte: Templo Umbandista Estrela Dourada.
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
sábado, 18 de outubro de 2014
PEDIDOS DE CHUVAS EM SÃO PAULO - OYA E YANSÃ
Na Mitologia Yoruba, o nome Oyá provém do rio de mesmo nome na Nigéria, onde seu culto é realizado, atualmente chamado de rio Níger. É uma divindade das águas como Oxum e Iemanjá, mas também é relacionada ao elemento ar, sendo uma das divindades que ao lado de Ayrá e Orixá Afefê controla os ventos. É conhecida também como Iansã.
Costuma ser reverenciada antes de Xangô, como o vento personificado que precede a tempestade. Assim como a Orixá Obá, Oyá também está relacionada ao culto dos mortos, onde recebeu de Xangô a incumbência de guiá-los a um dos nove céus de acordo com suas ações. Para assumir tal cargo recebeu do feiticeiro Oxóssi uma espécie de erukerê especial chamado de Eruexim com o qual estaria protegida dos Eguns. Oyá é a terceira deusa de temperamento mais agressivo, sendo que a primeira é Opará e Obá é a segunda.
O nome Iansã trata-se de um título que Oyá recebeu de Xangô que faz referência ao entardecer. Iansã quer dizer A mãe do céu rosado ou A mãe do entardecer. Era como ele a chamava pois dizia que ela era radiante como o entardecer.
Os africanos costumam saudá-la antes das tempestades pedindo a ela que apazigue Xangô o Orixá dos trovões, raios e tempestades pedindo clemência.
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Espiritos obsessores, descarregos e firmezas na Umbanda
OBSESSOR:
Algo ou alguém que exerce influência sobre outra parte, alterando, diminuindo, drenando ou desorganizando a sua vibração.
OBSESSOR ESPIRITUAL:
É uma entidade desencarnada, portanto extrafísica, a qual aos olhos destreinados torna-se invisível. Trata-se de um espírito em estágio menos avançado de aprimoramento moral, e por sua condição, permanece em sintonia com seres de mesma frequência vibratória, em condição de simbiose.
Existem muitas evidencias que podem indicar que você está sofrendo uma obsessão espiritual, as quais vou procurar apresentar nas próximas linhas, contudo, é importante que você entenda que a causa principal da obsessão é o seu próprio conjunto de comportamentos, pensamentos e sentimentos. Mesmo porque, a sintonia só acontece se você estabelece a mesma frequência na qual vibra o obsessor.
"A culpa nunca é do obsessor!
A culpa nunca é do obsessor!
A culpa nunca é do obsessor!"
Todo processo de obsessão acontece por compatibilidade, portanto o que determina a simbiose entre uma pessoa e seu obsessor é uma ligação por ressonância que respeita essas leis naturais.
Se você chegar a conclusão de que está com um obsessor espiritual, não saia correndo gritando de medo, com desespero e pânico, simplesmente pelo fato de que o obsessor que uma pessoa atrai, é a consequência de suas falhas no equilíbrio emocional, mental e na capacidade de sentir amor.
Uma vez que você perceber alguma intromissão na sua energia pessoal, a melhor forma de reverter o quadro é mudando o seu conjunto de pensamentos, sentimentos e emoções, que em outras palavras quer dizer, aumentando a sua elevação moral e o seu estado de amor.
Sobre os Eguns e Quiumbas:
Embora Egum signifique todos os espíritos que já desencarnaram, para nós, Umbandistas, Eguns são espíritos que ainda não adquiriram um grau de consciência e às vezes nem mesmo sabem que estão desencarnados.
Ele pode se tornar um obsessor quando se liga a algum encarnado para, por exemplo, vivenciar seus vícios materiais (álcool, droga, sexo, etc..) ou por não admitir se afastar de algum encarnado (esposa, filhos, amigos) ou ainda para se vingar de seus inimigos.
As pessoas obsediadas irão ser “vampirizadas” por eles, pois mesmo sem saber, quando um Egum entra no campo vibratório de um encarnado, como se fosse por osmose, ele irá sugar a energia vital do encarnado, desvitalizando um e vitalizando o outro.
O obsediado ira sentir uma forte apatia, “oco” por dentro, não saber mais o que quer direito, angustia, frio, sono, fraqueza, dores pelo corpo, calafrios, indisposição, sentimentos inconstantes, medo...
A presença do Egum também poderá intensificar também nossos vícios e fraquezas nos desequilibrando como por exemplo: se aquele obsessor tiver o vício de beber e o encarnado beber, poderá beber além da conta, se os dois sentirem raiva, poderá ficar violento demais, e assim por diante.
Os Eguns ficam vagando em nosso meio e às vezes são aprisionados por "quiumbas" (seres que já sabem que são desencarnados e fogem do auxílio), servindo-lhes como escravos e muitas vezes usados para sugarem energia de seus desafetos, atuando através dos sete estados tidos como capitais (vaidade, inveja, ira, preguiça, avareza, gula, luxúria).
Muitos ex-viciados são Eguns, pois, como quando na carne, não conseguem se libertar de seus vícios (tabaco, bebidas alcoólicas, cocaína, heroína, LSD, cola de sapateiro, crack, etc..). Eles irão se aproximar de algum encarnado que tenha o mesmo vício para poderem sugar estas energias viciantes e por esta estar sendo dividido com o Egum, o encarnado irá fazer um uso maior para poder satisfazer os dois.
Espiritos que também tiveram atitudes que causam dependência (sexo, riquezas materiais, jogos, fanatismo religioso, atitudes depressivas, etc...) também são grandes candidatos para se tornarem Eguns depois de desencarnados.
Quando em Egum toma consciência de seu estado e condição ele passa a ser um “sofredor” pois começara a “clamar” por Deus e por ajuda ou passara a ser um “Quiumba” que foge dos seres de luz para poder continuar em nosso meio.
Precisamos mudar a freqüência de nosso campo vibratório para que este obsessor não consiga nos perturbar e se desligue de nós.
È difícil, pois não somos seres perfeitos e temos muitos vícios, mas percebemos que nossas fraquezas é que estão atraindo este tipo de obsessor para a nossa vida e faremos o possível para mudar.
Tipos de obsessor
Obsessores simples
O médium ou a pessoa sabe que está sob a má influência, pois tudo o que fala tem a intenção de criar obstáculos a todo tipo de comunicação. Nesta categoria podemos citar a obsessão física, que consiste nas manifestações ruidosas e obstinadas de certos espíritos através de pancadas ou outros ruídos.
Obsessores fascinados
Produzem uma ilusão sobre o pensamento da pessoa e do médium que paralisa de algum modo sua capacidade de julgar seus atos. É um erro acreditar que esse tipo de obsessão pode atingir somente as pessoas simples; os mais inteligentes não estão isentos disso. A sua tática é quase sempre inspirar o médium a se distanciar de todo aquele que possa lhe abrir os olhos. Assim, evitando a contradição, estão certos de ter sempre a razão.
Obsessores subjugados
Paralisam a vontade da pessoa e do médium e o faz agir fora da sua normalidade. Está, numa palavra, sob um verdadeiro jugo. A obsessão corporal muitas vezes tira do médium a energia necessária para dominá-lo - é preciso a intervenção de uma segunda pessoa que, agindo com sua superioridade moral, se impõe aos espíritos.
Como saber se esta sob influencia de um espirito obsessor?
- Choro inesplicavel;
- Cansaso em demasia;
- Sentimentos de Revolta;
- Aumento do consumo de alcool, tabaco, drogas;
- desanimo;
- dores pelo corpo sem explicações;
- Bocejos Constantes;
- Alterações de comportamento de forma radical;
- Arrepios, sençação de estar sendo observado constantemente, etc.
Use a sua intuição, ninguem melhor do você mesmo para saber identificar essas alterações.
Como tratar e se livrar dos Obsessores:
A Oração eleva nossa vibração e conseqüentemente, eleva a do obsessor, possibilitando que entidades de luz se aproximem e o esclareça.
Banho de ervas também tem o mesmo efeito e protege nosso campo mediúnico não permitindo o acoplamento de energias contrárias.
Mas se não mudarmos nossas posturas e atitudes, de nada adiantará.
Quando este obsessor for um perseguidor desta ou de vidas passadas, o processo é mais demorado pois as vezes somos merecedores daquela perseguição e não mudamos ainda nosso modo de pensar e de sentir, possibilitando assim, a interferência dele.
Qualquer entidade da linha de Umbanda, seja ela, Preto-velho, Caboclo, Boiadeiro, Exu, Baiano, etc... irá identificar a atuação de um Egum e afastar, as vezes a força, do convívio do encarnado. Ele será enviado a uma colônia de esclarecimento ou será entregue a um Exu, que através da Lei Maior, irá fazê-lo expurgar seus “pecados”.
A Entidade irá esclarecer o encarnado a forma que este Egum foi atraído para a sua vida e através de conselhos, mostrar quais atitudes e sentimentos devem ser modificados para que isto não se repita novamente. Geralmente indicará um banho para limpar seu campo mediúnico e talvez alguma oferenda para absorver alguma energia que ficou escassa.
Poucos são os casos em que a atuação destes Eguns vieram através de magia negra contra o encarnado, em sua maioria foi a lei da atração.
Nossas Entidades de Luz nos ensinam que devemos manter sempre nossos Anjos de Guarda elevados e iluminados, para que assim nos tornemos fortes e resistentes ao domínio desses espíritos da escuridão. Devemos ao menos uma vez por semana, elevar nossos pensamentos a Deus, clamar a nossos Anjos de Guarda, fazer uma oração com muita fé, e se puder acender uma vela branca, oferecendo a nosso Anjo querido, juntamente com um copo de água. Isso sempre vai nos dar forças a lutar contra esses obsessores, fechando as portas que deixamos abertas com nossos sentimentos ruins, nossas imperfeições. Por melhor que seja o caráter de alguém, os motivos da obsessão variam, mas sua única intenção é o desejo de fazer o mal; como sofrem, querem fazer os outros sofrerem; sentem prazer em atormentar o médium e os mais próximos. Esses espíritos agem por ódio e inveja do bem; é por isso que atormentam todas as pessoas, mesmo sendo as mais honestas.
Sobre o descarrego (desobsessão) Pelo médium de transporte
Procedimentos esses como os passes magnéticos dados por Pretos Velhos e Caboclos, descarregos, desobsessões, banhos, defumadores, etc.
Mas o que não pode faltar ao médium e a pessoa que está obsediada, é a fé e a força de vontade suficiente para tomar uma atitude. Não se pode atribuir à ação direta dos maus espíritos todo dissabor que esteja acontecendo na sua vida.
Muitas vezes, os problemas são a consequência da negligência ou da imprevidência. Também sabemos que parte da população mundial têm experiências místicas e a medicina aceita estes fenômenos, mas não se pode descartar a possibilidade de problemas psicológicos ou psiquiátricos, onde tudo deve ser averiguado.
Portanto todo cuidado é pouco, quando verificamos alguma pessoa que nos parece obsediada, as vezes pode ser outras coisas.
Ao constatar um obsessor em um indivíduo, e ao ser levado a presença de uma Entidade de Luz, que o ajudará a se livrar desses obsessores, será feito a desobsessão.
É natural que essa Entidade peça ao obsediado que ele busque fazer 7 passes, que têm a finalidade de limpar a sua aura e de descarregar o campo vibratório dos obsessores, tornando a desobsessão mais amena. Essa espera de 7 semanas se faz necessária, pois afinal estamos tratando de espíritos extremamente ignorantes, que foram e são seus algozes nesta vida, tornando-se necessária uma aclimatação deles ao processo de doutrinação, que começa exatamente com as palavras dessa Entidade de Luz, demonstrando a esse obsessor que ele tem um caminho longo a trilhar na busca de paz, luz, entendimento e evolução. E que ele, o obsessor, não deverá retornar ao caminho da escuridão, e não mais perturbar os encarnados.
Contudo, muitas vezes os obsessores são milenares, e guardam com eles um enorme desejo de vingança. O ódio represado por tanto tempo precisa ser posto para fora, e eles, os obsessores, geralmente investem toda a sua fúria sobre a pessoa a quem eles ainda odeiam, podendo ser a pessoa obsediada, pois esse obsessor pode estar buscando um acerto de contas milenares com a reencarnação da pessoa obsediada.
Essa sede de vingança poderá ser demonstrada através de Médiuns de descarrego, de desobsessão ou de Encaminhamento, expressando através deles, que darão passagem a toda essa emoção contida a tanto tempo.
Preste atenção em tudo o que for dito, e entenda que eles estão se reportando a encarnações anteriores e não à encarnação atual; daí não se ofenda com as palavras chulas proferidas por eles, pois o desejo de vingança é imenso. São momentos desagradáveis, porém de extrema necessidade, pois é através desta catarse que eles terão a oportunidade de se colocar diante daqueles que eles acham ser seus algozes.
À medida que os obsessores forem entendendo todo o processo de incorporação, doutrinação e seu estado atual de espírito desencarnado, o ódio vai passando, ele começa a entender que está em outro plano, em outra vida, agora desprovido de um corpo de carne.
Muitas vezes os obsessores ameaçam, xingam, esbravejam, se contorcem, porém estão contidos no campo vibratório do médium que foi muito bem desenvolvido, e está permitindo e dando passagem a todo sofrimento do obsessor, enquanto os Guias espirituais tratam dele, ou deles. Nos momentos piores ore e mantenha-se calmo, pois o seu campo vibratório está passando por uma limpeza profunda, e é de nosso interesse que isso se faça com toda precisão, em benefício seu, dos obsessores e dos médiuns que estão trabalhando
Fontes Pesquisada:
- "O Livro dos Mediuns" Allan Kardec;
- "O Livro dos Espíritos" Allan Kardec;
- "Iniciação a Umbanda" Ronaldo A. Linares et all;
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Firmezas Na Umbanda
Continuando a nossa dedicação em aprender e evoluir mais um vídeo do Sacerdote Adérito Simões do Templo Sete Montanhas do Brasil, então vamos abrir aqui também as duvidas para que possamos juntos se esclarecer e levar cada vez mais a Bandeira de Oxalá a todos os cantos do Brasil e do mundo.
Firmezas do médium – Anjo e Esquerda
O médium de Umbanda é, por natureza, um direcionador/movimentador de energias sutis e um comunicador intermundos, i.e., entre os mundos físico e extrafísico. Nós, médiuns de Umbanda, mantemos contato permanente com seres extrafísicos de grau elevado (Caboclos, Pretos-Velhos, Crianças, Boiadeiros). Também mantemos contato permanente com seres extrafísicos de baixíssimo esclarecimento (espíritos obsessores, atrasados, sofredores). Por outro lado, devemos nos lembrar que além das pessoas, lidamos com as energias negativas geradas de forma intencional e direcionada (demandas, por exemplo) como também com energias geradas de forma não intencional (inveja, ciúmes). Há pessoas (encarnadas ou desencarnadas) que são portadoras de uma maldade adquirida por hábito diante de uma vida sofrida e sem amparo espiritual elevado, carregando em si uma aura negativa e amarga. Estas pessoas causam rápida desarmonia vibracional a todos aqueles que com elas convivem. Dores de cabeça, mal estar, sentimento de desconforto e depressão repentina são os sintomas mais comuns ao médium que se encontra dentro do alcance destes estados vibracionais desequilibrados. Assim, as firmezas do médium umbandista tornam-se indispensáveis à manutenção de seu equilíbrio mediúnico e harmonia energético.
Ultrapassadas estas considerações iniciais, o médium umbandista deve estabelecer quais firmezas lhe são necessárias de acordo com seu grau evolutivo atual e de acordo com suas funções atuais dentro da corrente mediúnica de seu templo. De início, cabe-nos relembrar que é o dirigente espiritual a pessoa capaz de melhor orientá-lo quanto às suas reais necessidades. O dirigente espiritual está contigo em diversos momentos e, por esta razão, é conhecedor de suas necessidades espirituais. Escute-o. Respeite-o. Nada melhor do que um bom dirigente para lhe orientar nesta jornada. Caso você, meu irmão, seja um dirigente a procura destas respostas saiba que está no caminho correto, no caminho do conhecimento e seus filhos terão em ti um grande mestre. O estudo é a chave que abre todas as portas. A frase é clichê porém, verdadeira.
Sabendo que o contato com o plano astral é permanente, não cessa e não se cansa, nossso campo mediúnico precisa de âncoras luminosas. A primeira firmeza que todo umbandista necessita de imediato é a do seu anjo de guarda ou anjo guardião ou amparador encarnatório ou mestre amparador ou "de direta" ou qualquer outro nome que venhamos a fornecer a este amparo de primeira linha. Esta firmeza é concretizada no plano físico por meio do altar particular, que pode ser caseiro (dentro de sua residência) ou externo (no terreiro, p.ex.). Desaconselhamos a montagem deste altar amparador em seus locais de trabalho (empresa, escritório) por diversos motivos, sendo o principal deles, o trânsito continuo de pessoas cujas intenções possam desarmonizar seu altar. Tais pessoas não entendem o real significado de uma firmeza e podem, diante de sua ignorância, emitir ao seu altar vibrações contrárias desequilibrando-o. Não é preciso alertar sobre as pessoas mal intencionadas que assim o fazem por maldade pura. Perceba, irmão umbandista, que não estamos afirmando que seu anjo de guarda irá lhe prejudicar com tais atos ou que irão acorrentá-lo mas, que a firmeza montada no plano físico terá seu fluxo energético prejudicado e, muitas vezes, obstruído. Caso queira uma firmeza que lhe auxilie em seu escritório ou em seu emprego, monte uma com esta específica finalidade. Isto é simples e basilar porém, nunca é demais alertar.
Sei que agora o leitor está sedento pelas questões práticas e as dúvidas tomam conta de seus pensamentos. A literatura é escassa neste sentido e os dogmas são enormes. Portanto, partiremos à análise.
A vela de anjo ou "de direita" deve ser acesa acima da cabeça? Dentro ou fora de casa? Devemos colocar um copo de água? Meus irmãos, primeiramente, procedam sempre de acordo com as orientações de seu dirigente espiritual. Se seu dirigente diz que a vela é acima da cabeça, acenda-a acima da cabeça e assim por diante. O que colocarei nas próximas linhas é unicamente o que aprendi com a experiência, com o estudo e com os mestres encarnados e desencarnados que encontrei até o momento. Esta é a minha verdade atual.
O altar individual ou coletivo (congá), a tronqueira e as firmezas contruídas para diversos fins são genuínas portas de ligação com o mundo espiritual. Cada elemento introduzido nas firmezas gera e conduz uma força coligada a uma outra no plano extrafísico. A água liga-se ao mistério ou arcano de origem aquática, seus desdobramentos no plano astral e às suas qualidades (purificação, elevação espiritual). Além de ser essencial à vida, a água também é responsável por manter nosso corpo em perfeito estado de saúde e nossa mente em funcionamento. A água também possui capacidade purificadora e não é por acaso que está presente nos rituais de batismo. Cidades surgiram ao redor das fontes de água potável (rios, poços) e sucumbiram quando esta se esgotou. Esta é explicação simples de um dos elementos que utilizamos nas firmezas de anjo de guarda. Da mesma forma, a imagem de gesso ou resina ou outro material qualquer nos conduz mentalmente ao arquétipo daquela força levando nosso pensamento a absorver suas características e qualidades. Os elementos transportam forças, poderes, propriedades e mistérios do mundo espiritual ao mundo físico e vice-versa. Nunca foram, não são e nunca serão meros enfeites. Há fundamento.
Para montarmos nosso altar caseiro precisamos encontrar um local adequado em nosso lar. É comum convivermos com as mais diversas religiões dentro de uma mesma família e precisamos respeitá-las. A humanidade já se cansou da intolerância religiosa, bem como não devemos atrapalhar a religiosidade alheia causando conflitos desnecessário dentro de nossa própria família. Portanto, escolha um local em sua casa que seja especial, que seja sagrado e abençoado por você todos os dias. Este local, não deve atrapalhar a circulação das pessoas que vivem e convivem contigo. Não queremos que nossas firmezas sejam derrubadas ao chão porque as crianças estavam brincando na sala ou que você perca aquele contrato com o principal fornecedor porque ele é evangélico e não tolera a religião de Umbanda. Não queremos que nossas velas incendeiem e destruam nossos lares. Enfim, o local deve ser seguro e livre da blasfêmia e ignorância. Precisamos ter em mente também que toda e qualquer vela, independente de sua qualidade, emite fumaça que, por natureza, é tóxica. Caso escolha algum local dentro de seu quarto para acomodar seu altar particular, lembre-se sempre que este cômodo precisa de ventilação. Não queremos inalar fumaça tóxica por oito horas seguidas e prejudicar nossa saúde. Além disto, não há nada mais desanimador do que a imagem de nossos anjos amparadores dentro de nosso quarto durante os momentos de intimidade. Isto também deve ser levado em conta.
Altar para anjo é dentro ou fora de casa? A discussão, neste ponto, é doutrinária. Há doutrinas que afirmam que velas dentro de casa atraem espíritos e, estes, podem apoderar-se desta chama e ali prejudicar a família por meio de obsessão ou apenas por sua baixa vibração. Estes espíritos seriam atraídos pela luz daquela vela para acabar com seu sofrimento atual. Há doutrinas que dizem que, uma vela que possui "dono", ou seja, foi devidamente ativada para um ser de luz, não pode ser dominada por outros espíritos. Esta doutrina explica que seria absurdo seu anjo de guarda ser retirado do domínio de sua luz por um espírito maldoso já que o anjo é um ser de altissimo grau e luminosidade. Respeito ambas afirmações mas, sigo esta última. Quando eu era filho de santo, respeitava as determinações de meu dirigente espiritual. Meu altar caseiro ficava na área de serviço em uma prateleira fixada acima da porta. Dizíamos que, desta forma, espíritos inferiores não teriam acesso àquela luz por estar em tão elevada altura. Também afirmávamos que a localização daquele altar particular não interferiria no andamento cotidiano de minha família. Porém, não era exatamente isto que eu desejava com aquele altar? Não é exatamente isto que desejamos que nosso anjo protetor faça? Eu quero que o anjo de guarda atue em minha vida e em minha família pois, a luz e o amparo emitido é grandioso e edificante. Além disto, será que as almas sofridas não conseguem levantar o braço ou subir na máquina de lavar para ficar de frente a vela? Mais adiante, quando recebi o chamado da espiritualidade para liderar um grupo de médiuns e me tornar dirigente espiritual, conversei com as entidades regentes do templo que me orientaram da seguinte forma:
"Respeite todas as formas de pensar, principalmente a sua. Caso ela tenha fundamento, nós abençoaremos. Caso contrário, ensinaremos uma forma melhor de lidar com as forças que movimentam o espírito ao encontro da luz. A vela é uma porta entre os mundos. Toda porta possui uma chave e toda chave se encontra na posse de um guardião. No seu caso, o guardião da chave é seu mentor luminoso, seu guia no caminho da luz. Uma vez acesa esta luz ligando vocês dois, nada mais poderá quebrá-la. Não há sombra capaz de encobrir a luz".
Portanto, respeitando todos os demais pensamentos e utilizando minhas próprias experiências e digressões, aqui em casa e nos ensinamentos repassados aos meus filhos de fé, todos estão autorizados e devidamente instruídos sobre a possibilidade de acender suas velas de anjo de guarda no interior de suas residências.
Acima da cabeça (coroa) ou abaixo dela? Alguns fundamentos estão acima expostos. Outros, passarei a explicar. Por que esta pergunta? Quando dizemos acima da cabeça estamos indicando o campo de atuação desta firmeza específica. O anjo de guarda atua no elo de ligação com o altíssimo, com as forças espirituais superiores, por assim dizer, utilizando o alto de nossa cabeça para estabelecer esta conexão. Para algumas doutrinas, utiliza nosso chacra da coroa ou coronário. Quando escrevo “algumas doutrinas”, não menosprezo. Apenas informo. Neste caso, sou praticante da doutrina dos chacras contudo, alguns irmão de fé que estão lendo este texto, não a seguem. Todos, ao final, usufruem da mesma força e região do corpo mas, com nomes diferentes. Continuando. Se eu moro em uma casa e trabalho no 10º andar ainda terei atuação do anjo de guarda em minha coroa? É o acender, o queimar ou o dedicar que dá direcionamento a luz da vela de anjo? Acredito que a intenção ligada ao procedimento ritualístico (forma e conteúdo - religere e religare) influem no resultado. Após algumas experiências, estudos e conversas passei a adotar o seguinte procedimento. Não importa se a vela ficará acima ou abaixo de sua coroa (chacra coronário), no momento em que for acender a vela, segure-a em linha reta com o alto de sua cabeça e clame pela atuação de seu anjo de guarda em seu aparato mediúnico e em sua vida como um todo. Após esta evocação, coloque-a no local destinado à mesma em seu altar particular para a devida queima. Seja acima ou abaixo da cabeça, dediquei o ritual (forma) e a inteção (conteúdo) à minha coroa, local de atuação do anjo de guarda. Assim ensino a meus filhos e assim procedo em minha firmeza de anjo de guarda.
Vimos que uma firmeza umbandista geralmente inicia-se com uma vela. Geralmente. Existem doutrinas umbandistas que não acendem velas. O fundamento deste pensamento baseia-se na ancoragem unicamente espiritual de suas firmezas. Todos as firmezas são realizadas no plano etéreo. Nada é firmado no plano físico. Descrevi esta doutrina apenas para que o leitor saiba pois, não a utilizo. Desta forma, quando o leitor for indagado ou notar que não há velas ou firmezas físicas saberá que estamos diante de uma doutrina lastreada nas firmezas unicamente espirituais, sem correspondência material. Este foi apenas um adendo.
Como já dito, em sua grande maioria, as firmezas iniciam-se com as velas partindo para a introdução de outros elementos. Após a vela, o que mais encontramos firmado nos altares umbandistas dedicados aos anjos de guarda é o copo com água. Por vezes, uma quartinha de louça. Em outros, uma quartinha de barro ou um copo de vidro. Já expusemos as propriedades da água (fonte da vida, manutenção das funções vitais, mistério aquático) e posso afirmar que seu poder purificador faz da água uma junção perfeita com as qualidades de atuação do anjo de guarda. O que desejamos com nossa firmeza de anjo, com nosso altar particular ou caseiro destinado ao anjo de guarda? Almejamos proteção e amparo. Para isto acontecer, o anjo de guarda utiliza o poder purificador da água para atuar com as energias negativadas que carregamos, nos sentimentos decaídos e exacerbados que apresentamos os transformando, por meio da água, em equilíbro e harmonia. Esta é uma das principais funções da água nesta firmeza.
Uma vela e um pouco de água já compõe um altar caseiro atuante. Contudo, sabemos que nós, umbandistas, possuímos grande apreço pelas imagens. As imagens nos levam ao estado mental e vibracional relacionado ao arquétipo daquela representação em gesso ou resina. Somos seres visuais. Por meio de nossa visão compreendemos o mundo que nos rodeia complementando estas informações com sons, aromas, gostos e texturas. Os sentidos nos remetem às sensações. As sensações aos sentimentos e estes, ao estados de comunhão com o sagrado. Faça um teste. Olhe para uma foto triste e tente elevar seus pensamentos. Agora, olhe para uma foto alegre e faça o mesmo. Qual será a foto mais propícia à elevação espiritual? Com certeza, a segunda. Bom, expliquei a função fisiológica das imagens. Porém, há algo mais.
Pergunto, podemos consagrar objetos na força das entidades espirituais? A resposta é sim, podemos. As entidades assim o fazem com as guias de proteção e as guias de trabalho, também assim o fazem com os objetos de trabalho e com os patuás (instrumentos protetivos ou diretivos). Indo mais a fundo, pergunto também o que estes objetos refletem após a consagração? A resposta é simples e direta. Estes objetos projetam a energia e a força de suas consagrações. O que são as imagens senão objetos consagrados. As imagens não são apenas lembretes de estados emocionais e devocionais. São pontos de força e verdadeiros portais de canalização energética trazendo e levando energia dos seres espirituais a quem as consagramos. Desta forma, é recomendável, não exigível, a presença da imagem representativa e devidamente consagrada de seu anjo de guarda em seu altar particular. Como consagrá-la somente seu dirigente espiritual é capaz de dizê-lo nos ditames doutrinários de seu templo de Umbanda. Nós, do Templo Sete Montanhas do Brasil, consagramos as imagens angelicais por meio da evocação livre e aberta destes seres espirituais com este conteúdo variável:
"Meu anjo de guarda, entrego nesta firmeza consagrada em seu nome e em seu sagrado poder, esta imagem para imantação de sua força. Que esta representação transforme-se em poder realizador abrindo os portais de comunicação energética entre nós. Que asssim seja e assim será".
Perceba que o conteúdo é simples, direto e variável. É uma evocação básica de consagração. Mantenha as mãos direcionadas à imagem a ser consagrada e o pensamento firme em direção às forças de seu anjo de guarda para criar conexão espiritual condizente com a motivação energética e fluídica com seu companheiro de jornada luminosa. Sinta em seu aparato mediúnico a ligação estabelecida, tenha fé na manifestação de sua capacidade de realização e poder de direcionamento. Esta é a base. Crie, com seu dirigente, os caminhos divinos necessários à sua ascensão e conexão com o altíssimo.
Tecendo estas considerações sobre imagens e elementos de segurança e firmeza das forças da direita, sabemos que há algo em falta e que o umbandista deve ter em seu campo protetivo de trabalho. Estou me referindo às forças da chamada linha de esquerda ou qualquer outro nome que venhamos a oferecer aos exus e pombagiras e, por que não, aos exus e pombagiras mirins, caso também trabalhem com estas forças em seu templo.
Sendo um médium de incorporção ou não, você mantém conexão com estas entidades. Elas atuam em suas vidas protegendo e transmutando as forças negativas. São entidades de choque, forças protetivas de grande proximidade. Assim como os anjos de guarda, as entidades da linha de esquerda, negativa ou guardiã atuam na defesa de nossas camadas espirituais. Seu dirigente espiritual lhe dirá se esta firmeza lhe é necessária de acordo com a doutrina adotada em cada templo.
A firmeza é edificada com um copo de marafo (veremos em outro texto a importância e fundamento da aguardente e outras bebidas que contém álcool em sua formação básica), um charuto e uma vela. Esta é a formação básica para construção da firmeza de esquerda. Nesta firmeza, dá-se preferência à parte externa da residência. Não por conta da possessão alheia de seus poderes mas, por conexão direta com as forças telúricas e do tempo. É recomendável que sua firmeza seja executada próximo ao portão da frente de sua residência. Contudo, na impossibilidade deste local, devemos utilizar outro que atenda aos mesmos requisitos. Estas forças espirituais atuam nas passagens, nas entradas e saídas de nossos lares. Nada mais preferível do que firmá-los em seus campos de atuação diretamente. Residindo em um apartamento, podemos utilizar a varanda ou a área de serviço. A esquerda atua, de preferência, no tempo, utilizando as energias inerentes a estes pontos de força. Na impossibilidade destes espaços, firmamos a esquerda na parte interiror. É melhor tê-los em local não convencional do que não nos servir de suas forças. Há templos com tronqueiras até mesmo embaixo do congá sem ser abalado por isto. A fé guarda segredos maiores do que podemos imaginar e só uma mente pouco crédula e não conhecedora dos ditames ritualísticos de nossa religião mantém prejuízo ligado à firmeza dos poderes de nossos guardiões. Contudo, não nos exaltemos. Há trabalhos de Umbanda sem a presença da esquerda, bem como templos que não os cultuam e mesmo assim, possuem um trabalho de primeiríssima qualidade. Há porém, outros, como o nosso, que os usufruem destas forças também com excelente qualidade de trabalho. A esquerda é essencial? Não sei dizer. A esquerda é força para o trabalho e crescimento espiritual? Com certeza absoluta. É forma divina de existência e sua companhia engrandece nosso templo.
Da mesma forma que podemos utilizar imagens para firmar nossos anjos de guarda, podemos utilizar imagens para firmar nossa esquerda. Os mesmos fundamentos dos anjos de guarda, na devida proporção, são e devem ser utilizados para esta firmeza.
Quando devemos ativar estas firmezas? Sempre que houver trabalho mediúnico. Isto é o mínimo.
Utilizar velas de sete dias ou comuns? A pergunta mais exata seria: Você dispõe de dinheiro suficiente para manter velas de sete dias durante todo o mês acesas? Caso a resposta seja afirmativa, aconselho a utilizar velas de sete dias contanto que lembre-se diariamente de reativar e reavivar sua fé perante estas forças. Não é por que a vela está acesa que dispensa nossa atenção. Caso seja com velas palito, a manutenção mínima deverá ser semanal com preferência absoluta para os dias de atendimento espiritual.
Utilizar fósforo ou isqueiro? Aconselho a utilização de fósforos por conter todos as caraterísticas inerentes aos pontos de força naturais. Madeira, que conduz a força da terra (árvore), do tempo, das chuvas, do sol mais o fósforo, que provém do reino mineral e o ar para manter a combustão. Caso não tenha fósforos, utilizar o isqueiro com sua pedra (reino mineral) e seu gás (eólica) mantendo a chama acesa. Também temos o isqueiro do tipo Zippo, que contém material vegetal (pavio) para manter a chama acesa com o mesmo fundamento dos fósforos.
Nunca se esqueça da maior fonte de combustão existente em sua alma, a fé. É ela que mantém a chama de nossos corações acesa e movimenta nossas vidas.
Espero ter concluído um texto de aproveitamento válido. Espero ter atingido seu coração com a fé e sua mente com conhecimento palpável. Mantenha sempre sua atenção e respeito ao dirigente espiritual e a doutrina de seu templo.
Meu nome é Adérito Simões, sacerdote de Umbanda do Templo Sete Montanhas do Brasil. Obrigado.
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